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É engraçado como o primeiro artigo deste ano tem um sabor nostálgico. É que decidi que era tempo de colocar a minha primeira máquina fotográfica digital (Olympus C-310) na “prateleira” e atribuir-lhe o estatuto de objecto de memória e colecção.

Objecto de libertação

Objecto de libertação

Lembro-me exactamente como a tive: foi prenda de Natal de 2004 dos meus pais e só a consegui porque usamos os pontos do cartão do posto de abastecimento para conseguir baixar o preço. Afinal era um pack, pois vinha com pilhas recarregáveis AA, carregador, cabos de ligação e cd com software…ui….meu Deus…que luxo. Algo impensável agora, o de uma máquina fotográfica vir sem os demais acessórios, não é?!

Mesmo assim, foi um pouco dispendiosa mas, se pensarmos que trabalhou intensivamente durante muitos anos e nunca avariou, podemos dar um pequeno desconto.

Recordo com viva memória o facto de poder fotografar vezes sem conta, sem preocupações de custos com filme ou demora para ver as fotos. Simplesmente fabuloso (na altura)! Afinal de contas, tirei boas fotos com ela e, tendo apenas um zoom 3x e 3 megapixéis e um cartão de memória de 16mb, acho que me desenrasquei bem.

É de grande capacidade! Ou foi! :)

É de grande capacidade! Ou foi! 🙂

Sempre nutri um gosto grande pela fotografia mas foram sempre os custos monetários com os rolos de filme e a sua revelação que limitaram esta paixão, pelo menos até à aquisição desta pequena maravilha. De facto, a máquina apresenta uma lentidão de funcionamento simplesmente desesperante, levando vários segundos entre disparos e uma capacidade de devorar a carga da baterias voraz.

Já sabemos que a evolução tecnológica se move a uma velocidade alucinante e que os equipamentos que na altura eram toleráveis, já o não são hoje.

Este pequeno grande defeito nunca me impossibilitou de conseguir as melhores fotos que podia com esta pequena maquineta. Fotografei inclusive um festival aéreo e capturei boas fotos mas claro que este tipo de fotos me custou muito tempo.

Bee

Por exemplo, perguntem-se como é possível fotografar seja o que for de um festival aéreo com uma máquina tão lenta?

A resposta é tão simples como óbvia…fui ao ensaio no dia anterior, o que me possibilitou antecipar todos os movimentos de aviões, helicópteros e demais veículos. Isto fez toda a diferença! Assim pude procurar o lugar que eu achei ideal para melhor fotografar a acção que decorreu e permitiu-me estar com o dedo no botão à hora certa.

Ladybug

Enfim, as recordações são imensas e não vou maçar-vos mais. Vou simplesmente deixar um apelo para que não deixem morrer as vossas recordações fotográficas num fundo escuro de zeros e uns num disco qualquer de computador, assim como as máquinas que estiveram presentes nesses momentos, pois eu olho para a minha modesta colecção e revejo momentos maravilhosos que passei com elas.

Da mesma forma olho para a minha máquina actual e imagino quais serão as recordações que com ela mais tarde irei recordar.

Cisnes

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