Satisfaction!

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Enquanto não arranjo um tempinho para escrever a continuação do meu “Passo de Gigante“, aqui fica um pequeno aparte.

Hoje recebi na minha caixa de correio, três pequenos email’s. Enviados pela iniciativa “Portugal o Melhor Destino” (link), que comunicavam que três fotografias minhas tinham sido seleccionadas para integrar o que poderá ser o maior álbum fotográfico do mundo.

Se normalmente não concorro a concursos de fotografia que se sujeitam a votos do “Facebook”, desta feita resolvi quebrar a minha regra e fi-lo. Em grande parte pelo generoso prémio de participação que ofereciam, que me deu um jeito enorme :)!

De qualquer forma agradeço a todos que se deram ao trabalho de ir votar nas minhas fotos.

Aqui ficam as fotos escolhidas pelo júri do concurso:
Porto

Ao Vento...

Nature Light

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Prova, Impressão e Finalização

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O longo processo de construção do álbum de casamento e convidados não acaba com o tratamento das fotografias no software de pós-processamento e construção do álbum.
Rui e Marta

Antes de os enviar para impressão é necessário passar pela aprovação dos noivos. Se considerarmos o tempo passado a trabalhar e a ligação que criamos com o nosso trabalho, o processo de apresentação da prova aos noivos é, no mínimo, carregado de algum nervosismo. Sinto-me, na maioria das vezes, confiante no meu trabalho mas este foi o meu primeiro casamento!

Rui e Marta

Neste mundo que se move cada vez mais à velocidade da luz, fazer uso das novas tecnologias é mais uma necessidade do que uma brincadeira interessante e foi assim que consegui ultrapassar combinações complicadas de horários e demais custos para poder apresentar aos noivos a prova de ambos os álbuns. Através de uma partilha da ligação do álbum existente no software de construção de álbuns foi muito fácil fazer chegar aos noivos a 1ª prova.

Rui e Marta

E assim, com as pequenas alterações pretendidas pelos noivos, enviei os álbuns para impressão. Após uma semana de ansiedade, o álbum de casamento chegou e o resultado foi o esperado: qualidade de impressão sem falhas e cores vivas. Mas ainda não era altura de o entregar aos noivos. Faltava ainda o álbum de convidados, o vídeo e a caixa de protecção para todos os elementos mas isso fica para outro artigo.

O dia seguinte

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Depois do “ontem” temos sempre o dia seguinte e foi com uma grande motivação e satisfação que me sentei no posto de trabalho (trabalho? nem lhe consigo chamar isso) e comecei a percorrer as fotografias do dia anterior. Num misto de nervosismo  e excitação, percorri as centenas de fotos e iniciei o processo de selecção.

Rui e Marta

Este processo de selecção deve ser feito já com a construção do álbum em mente e deve ser realizado por fases e de forma a garantir a continuidade temporal e a criar um “storyboard”. Afinal de contas, a construção do álbum é o processo que nos vai permitir construir o elemento que vai contar a história do dia mais importante de duas pessoas.

Para este álbum decidi dar-me ao luxo de criar todos os seus elementos constituintes e assim criar algo único e mais interessante para os noivos do que algo que fosse saído dos modelos que existem nos softwares de criação de álbuns. Toda esta atenção aos pormenores poderá fazer a diferença numa altura em que diferenciarmo-nos de outros fotógrafos é mais difícil do que possamos pensar.

Rui e Marta

Os fotógrafos de casamento profissionais chegam a realizar, hoje em dia, produções in loco e em pós-produção de nível muito elevado, levando para o local diversos elementos e material que quase transformam o evento numa pequena produção hollywoodesca.

Rui e Marta

Mas os outros são os outros e eu tenho por hábito preocupar-me primeiro com o meu trabalho e depois com o dos outros. O que eu faço é por paixão à fotografia e nada mais!

E assim, mergulhei no computador a tratar cada uma das fotos para mais tarde emergir com algo que seja pelo menos agradável à vista daqueles que o vão guardar para sempre.

O dia D!

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Se o título é amplamente utilizado e abusado tornando-o um pouco vulgar, nada disso teve o dia do casamento, pelo menos para mim.

Continuando com o percurso invulgar deste casamento, os noivos tomaram a decisão de não fazer a reportagem das horas antecedentes à cerimónia, para minha pena, pois tinha uma ideia interessante para esse momento do dia mas, que ficará armazenada na minha mente para futuro (quem sabe) evento.

Rui & Marta

Cheguei umas horas antes da cerimónia para poder instalar todo material que precisava, avaliar e afinar as definições dos meus equipamentos para poder executar da melhor forma a reportagem e…..a porta da igreja estava fechada! Estes pequenos imprevistos são sempre uma questão nos eventos e cabe-nos conseguir superá-los de forma a que tudo continue “invisível” aos noivos.

No meu ponto de vista, o fotógrafo de um evento matrimonial deve passar o mais despercebido possível de forma a que sejamos recordados pelo trabalhos que realizamos e não pela nossa intervenção num momento tão marcante na vida de duas pessoas. Para tal, é necessário analisar todos os momentos da cerimónia e planear a nossa actuação de forma a que seja capturado o momento para a eternidade sem que seja visível qualquer “pegada” nossa. Quando os noivos vêem uma vez e outra o nosso trabalho devem recordar os momentos que passaram a dois e não a dois+equipa fotográfica+percalços.

Rui & Marta

No meu planeamento, foram pensados todos os momentos a registar e como fazê-lo assim como também foi efectuado um rol considerável de perguntas aos noivos sobre tudo o que tinham previsto para o dia. Visitas aos locais do evento são obrigatórias e compensatórias pois eliminamos o factor surpresa em muitas situações e permite-nos encontrar soluções mais rapidamente para outros tantos percalços que possam acontecer.

Rui & Marta

Foi um desafio maravilhoso que adorei fazer e concluir com sucesso logo à primeira tentativa. O facto de ter sido para um casal tão interessante e divertido tem um grande peso no meu sucesso. O Rui e Marta são o casal perfeito para eu ter em frente da minha lente: divertidos e enamorados facilmente proporcionavam momentos que facilitaram e muito o meu trabalho.

Já me auto-convidei para a futura cerimónia dos 25 anos de casados e possíveis baptizados. Afinal de contas, no mínimo, será sempre divertido!

A Sessão de Solteiros

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Bem, para quem leu o artigo anterior, já sabe do passo de gigante que dei na minha fotografia e o que tem significado para mim.

Ora, como prometido, venho-vos contar as peripécias da sessão de solteiros.

Rui & Marta

Inicialmente, a minha primeira preocupação foi o local onde realizá-la. Precisava de um local onde diversas condições fossem cumpridas, como bons acessos, diversas localizações que permitissem cenários diferentes e ações que permitissem uma grande diversidade de situações. Estabeleci que precisava de mais ou menos três horas, duas pessoas para me acompanhar e basicamente todo o material que tenho, lentes, flashes, tripé, tripé de sombrinha, sombrinha, etc.

Rui & Marta

Mas afinal como poderia eu chegar ao dia combinado para a sessão e trabalhar com confiança e conhecimento de forma a transmitir esta sensação aos noivos? A resposta foi simples: pedi a um casal amigo para servirem de modelos e simplesmente executei previamente o que tinha planeado.

Rui & Marta

Assim, consegui passar por todos os problemas e, em casa, ver o que funcionava ou não e os erros que cometi. Cheguei assim ao dia e consegui fazer a sessão da forma mais profissional possível e com o sucesso pretendido.

E quem disser que a vida de fotógrafo é “canja laranja”, pode tirar o cavalinho da chuva porque no fim da sessão estava apenas com a energia necessária para ir para casa e efectuar as minhas rotinas de cópias de segurança e estender-me ao comprido porque tinha as “costas num oito”.

Passo de Gigante?!

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Há alguns meses atrás, um amigo meu fez-me um convite que foi no mínimo intimidante: Fotografar o seu Casamento. Após ter aceite, foi desafiante até ao fim, no mínimo.

Por norma, aceito quase todos os desafios fotográficos que me são apresentados e assim, disse-lhe que sim, desde que se enquadrasse nas minhas possibilidades, pois não tenho acesso a material profissional nem aos recursos que apenas estão disponíveis a profissionais estabelecidos.

Rui & Marta

Depois de uma, duas conversas bem conseguidas, os dados estavam lançados. As características deste casamento fogem à rotina habitual mas achei que seria a oportunidade perfeita para realizar um trabalho diferente.

Rui & Marta
As particularidades pouco comuns deste casamento assentam num vestido de noiva invulgar (uma vez que noiva iria vestida de mordoma com um traje pertencente à herança de família), numa chegada dos noivos em conjunto à igreja e num copo de água muito familiar e pessoal. A cerimónia seria momentos antes do evento principal das romarias da freguesia e, é claro, sob uma temperatura altíssima.

Mas aqui todo o território era desconhecido, desde a sessão de solteiros, à cerimónia e ao copo de água. Mas não faz mal, pois não seria nada que não se conseguisse fazer, ainda que a responsabilidade de fotografar o meu primeiro casamento e sendo esse casamento de um amigo meu, me pusesse os cabelos em pé.

Rui & Marta

Sobre a sessão de solteiros será algo que falarei aqui mais tarde, noutro artigo.

Apenas lhes digo que tudo correu bem, correu muito bem.

Retratos Medievais II

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Feira Medieval de Santa Maria da Feira 2012

Tirar retratos de rua pode ser um exercício por vezes complicado. Que características base podemos utilizar para conseguirmos capturar o ser humano de forma a demonstrarmos o momento que se irá congelar no tempo? Regras básicas de retrato passam pelo correcto enquadramento e pelo contacto directo do retratado com a câmara ou não mas, nunca a meio termo. Esperar que a pessoa esteja exactamente como queremos é quase uma espera eterna logo, temos de nos antecipar ao momento e em muito pouco tempo preparar e capturá-lo.

Feira Medieval de Santa Maria da Feira 2012

Para mim a melhor forma é sempre, estar com a atitude de “dedo no gatilho”. Não literalmente de máquina em frente ao olho mas, pronta a colocá-la em menos de um segundo. Como sempre os resultados vêm com a prática e com a dedicação a este tipo de fotografia. Quando me desloquei à Feira Medieval foi com a intenção primária de fotografar as pessoas que gravitam em torno deste evento e essa intenção é essencial. Não se pode esperar gozar as férias ficando deitado de toalha na praia e esperar que as melhores situações ocorram à nossa frente.

Feira Medieval de Santa Maria da Feira 2012

Retratar alguém não passa sempre por fotografar o seu rosto, podemos usar alguma característica relevante para mostrar a sua presença única. Tatuagens, símbolos, forma de vestir e muitos mais elementos podem ou não ser conjugados com o rosto de forma a criar o ambiente que pretendemos.

Feira Medieval de Santa Maria da Feira 2012

Obviamente nem todas as pessoas gostam de ser fotografadas mas, num evento como este quem se traja decerto pode esperar que alguém o ache interessante o suficiente para ser fotografado. Algumas pessoas de grande simpatia, tornam o momento mais rico pois é nestas alturas que existe uma troca. Esta troca é sempre diferente e sempre recompensadora. Nunca tive um único momento de troca entre mim e a pessoa que eu fotografei que não me colocasse um sorriso nos lábios. Por vezes trocam-se contactos outras sinais de agradecimento e educação, pequenos sorrisos e acenos que são simplesmente agradáveis.

Feira Medieval de Santa Maria da Feira 2012

Outras alturas em que o sujeito principal não é mais do que a causa da valorização da fotografia. Aqui temos um cuspidor de fogo que apesar da admirável capacidade de o fazer não é tão interessante como as expressões de quem observa. Expressões estas que são, tudo nesta imagem.

Retratos Medievais I

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Feira Medieval de Santa Maria da Feira 2012

Sendo já uma tradição familiar, a visita à Feira Medieval de Santa Maria da Feira foi para mim tão divertida como nos outros anos. Desde que a fotografia me surgiu como uma paixão que levo sempre comigo a máquina fotográfica para registar os momentos mais engraçados daquela que, é na minha opinião a melhor e maior Feira Medieval de Portugal.

Exclusivamente este ano, dediquei-me a fotografar apenas retratos das mais variadas e coloridas personagens que abundam por este pequeno mundo que é criado todos os anos.

Feira Medieval de Santa Maria da Feira 2012

É de facto, de louvar a participação das pessoas desta terra neste evento. São as mais variadas as faixas etárias que encontramos nas ruas, devidamente trajadas com vestimentas medievais que cimentam a veracidade da feira em si, transmitindo aos visitantes uma sensação de terem viajado no tempo.

Feira Medieval de Santa Maria da Feira 2012

No meio de tanto aparato “medieval” existem as numerosas barraquinhas de venda que comercializam os mais diversos itens artesanais que são uma delícia de ver e quando se pode também, de comprar mas, algures entre a confusão encontra-se sempre alguém que se consegue abstrair de tanta agitação, quer seja um cão ou uma pessoa.

Feira Medieval de Santa Maria da Feira 2012

Entre os doces e bebidas, o sítio que merece sempre uma paragem obrigatória é, a  barraquinha da Ginja que nos dá Ginjinha fresquinha do barril em cálices de barro ou madeira que tornam a experiência ainda mais agradável ou medieval se preferirem.

Num verão fotograficamente fabuloso para mim, resta-me dizer-vos que neste momento até me falta tempo para tratar de tanta boa captura que fiz. Os melhores resultados irão parar por aqui, como sempre.

Será a nossa máquina fotográfica sempre melhor do que todas as outras?

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Sempre tive a sensação que nunca iria ter qualquer problema em utilizar outra máquina que não fosse a minha, desde que a soubesse operar, claro. Mas creio que sofro de um caso agudo de afinidade à minha Nikon D90 que será complicado de resolver quando um dia tiver a oportunidade ou necessidade de mudar de corpo. Não que seja algo mau mudar para um equipamento melhor (afinal de contas como dirá o Barney: “New is always better!”) mas, após uns anos a trabalhar unicamente com ela, passamos a conhecer todos os seus truques e manhas, sendo o meu trabalho muito mais fluído e consistente.
Parecerá algo banal estar a aqui a falar da habituação a um equipamento novo mas, quando se tem uma paixão como a fotografia e quando a aquisição da minha máquina foi um esforço grande que fiz, então, e após milhares de fotografias, será perfeitamente cabível que criamos uma ligação um pouco maior do que com  a nosa televisao da cozinha.
Faz agora mais ou menos duas semanas que ando a testar a nova Nikon d3200 e tornou-se óbvio para mim muito rapidamente que operá-la será um pouco mais trabalhoso do que estava à espera. Quase toda e qualquer alteração necessita que percorramos menus que, por mais rápidos que sejamos no Jog-Dial, nunca será tão eficiente do que operar um botão dedicado.

A verdade é que, quanto mais fotografámos, melhor o fazemos e isso passa também pela afinidade que temos com o equipamento. Podemos considerá-la um mero equipamento electrónico que permite tirar fotografias mas, existe algo mais que nos liga.

Enfim, acho que não vou conseguir escapar ao cliché masculino de me tornar “um só com a máquina”. 😉